A economia brasileira teve crescimento de 1,2% no segundo trimestre de 2010 (de abril a junho) em relação ao trimestre anterior, informou nesta sexta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou um pouco acima do esperado pela média do mercado, mas ainda representa desaceleração se comparado ao crescimento de 2,7% observado nos primeiros três meses deste ano.
Crescimento semestral de 8,9% foi o melhor desempenho histórico para um semestre desde o início da série, em 196O crescimento ficou acima das expectativas do mercado e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, no início da semana, disse que estimava que o Brasil tivesse crescido entre 0,5% e 1% no segundo trimestre.
Na comparação com o segundo trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, cresceu 8,8%.
O 2º trimestre foi marcado pela retirada dos estímulos fiscais que haviam sido adotados pelo governo para estimular a economia no pós-crise.
Para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, os dados do PIB confirmam o diagnóstico da autoridade monetária de que a economia brasileira se “desloca para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo”.
A participação dos países emergentes no PIB mundial passou de 38% em 2000 para 49% neste ano e deverá atingir 57% em 2030, segundo o estudo Perspectivas sobre o Desenvolvimento Mundial 2010 – Deslocamento da Riqueza, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira(16).
O documento não especifica em que ano a contribuição dos emergentes no PIB deve passar a ser maior do que a dos países ricos. Ele analisa as transformações estruturais na economia mundial nos últimos 20 anos, que transferiram o “centro de gravidade econômico do planeta” em direção ao leste e ao sul do globo - dos países ricos que integram a OCDE para os países emergentes - fenômeno que a organização chama de “deslocamento da riqueza”.
O número de países emergentes foi multiplicado por mais de cinco durante a década de 2000, passando de 12 para 65 países. A OCDE define como países emergentes as economias cujo crescimento econômico médio por habitante equivale a mais do que o dobro do registrado nos países ricos da OCDE, que foi de 3,75% nos anos 90 e 3% nos anos 2000.
O PIB da China e da Índia cresceu na década de 2000 de três a quatro vezes mais do que a média dos 31 países que integram a OCDE.
No mesmo período, o número de países pobres foi reduzido em mais da metade, de 55 para 25. O estudo divide o mundo em quatro grupos: países ricos, convergentes (emergentes), em dificuldade e pobres.
Via: BBC brasil
DADOS GERAIS:
ÁREA: 131.957 km²
CAPITAL: Atenas
POPULAÇÃO: 11 milhões de habitantes
MOEDA: Euro
NOME OFICIAL : República Helênica ( Hellenike Demokratía ).
NACIONALIDADE: Grega

Dálcio, Correio Popular
ENTENDA A CRISE:
Vou tentar em poucas palavras explicar a crise no velho continente, em especial a Grécia.
A Grécia tem hoje uma dívida aproximada de 300 bilhões de euros (cerca de US$ 400 bilhões). Essa dívida foi acumulada nas últimas décadas, fruto de elevados gastos públicos, aumento do funcionalismo e elevação dos salários. Na contramão, a receita sempre diminuindo. O déficit no orçamento, ou seja, a diferença entre o que o país gasta e o que arrecada, foi, em 2009, de 13,6% do PIB, um dos índices mais altos da Europa.
Com a dívida elevada, o país teve recentemente que recorrer a UE (União Européia) – a qual é membro, e ao FMI (Fundo Monetário Internacional), por um pacote de ajuda de 110 bilhões de euros. Mas para receber essa ajuda o governo tem que submeter a algumas condições impostas pelos credores, o chamado PCG (Plano de Contenção de Gastos). O PCG inclui algumas médicas impopulares, tais como: aumento de impostos e congelamento de salários, isso tem gerado uma onda de manifestações, até mesmo violentas, comandadas pelos sindicatos no país.
Porém, a crise não é apenas na Grécia, pois outros países membro da UE (chamada zona do euro) encontram-se na mesma situação, tais como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha. O medo é que a crise na Grécia gere um efeito dominó no continente europeu.
Segue um vídeo do economista Carlos Sardenberg, do Jornal da Globo, explicando as implicações da crise para o mundo.
As companhias exportadoras de óleo de soja da Argentina receberam um comunicado das importadoras da China para que não enviem mais navios com o produto ao país asiático, segundo informações publicadas pela imprensa argentina nesta quarta-feira.
As diferenças entre a Argentina e a China em torno da comercialização de óleo de soja começaram na quinta-feira passada, quando o governo chinês decidiu impedir a entrada de óleo com determinadas quantidades de um solvente chamado hexano, usado na produção do grão da soja.
Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, convocou o embaixador chinês no país, Gang Zeng, para falar sobre a questão sanitária e comercial. O diplomata chinês, no entanto, afirmou que a medida poderia ser temporária.
A presidente da Câmara da Indústria Azeiteira da Argentina (CIARA), Raquel Caminoa, disse que a medida chinesa não estaria ligada, em sua opinião, a uma questão de qualidade, sugerindo que poderia ser uma represália comercial.
Em um comunicado, a CIARA afirma que a Argentina respeita as normas internacionais para a produção de soja e que o óleo cru argentino representa 76% do total desta mercadoria importada pela China.
Ainda de acordo com a CIARA, a Argentina seria o “único” país produtor de óleo de soja no mundo a ter recebido a sanção dos chineses.
A decisão da China poderia favorecer os exportadores brasileiros do produto, de acordo com o Clarín e com o diário econômico El Cronista.
O representante da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (Abiove), Carlos Lovatelli, disse às publicações que o Brasil poderia substituir parte das exportações argentinas.
Lovatelli, no entanto, afirmou que seria “difícil” a China abrir mão de toda a produção argentina, já que Brasil e Estados Unidos - os outros grandes produtores mundiais de soja - destinam parte da produção para a fabricação de biocombustíveis.
via: BBC BRASIL

O jornal cubano “Juventud Rebelde” criticou na sexta-feira (29) a decisão da empresa americana Microsoft de bloquear no país o serviço de mensagem instantânea MSN Messenger, mas afirmou “que é apenas um novo reforço no bloqueio tecnológico à ilha”.
Um artigo do jornal, reproduzido por outros veículos de comunicação, afirma que a decisão faz parte de uma política que “tem uma antiguidade de 50 anos, desde que começou a se instrumentar o emaranhado labirinto legal que formam as leis e regulações tecidas para bloquear Cuba”.
O periódico acrescenta que “o mais paradoxal é que a medida seja tomada precisamente por uma empresa como a Microsoft”.
Segundo o jornal, a companhia, “ao lançar há uma década o serviço de Messenger, espalhou aos quatro ventos que este se dedicaria a fomentar a troca ‘livre’ entre as pessoas, sem distinção de raça, credo, crenças políticas ou qualquer outro elemento discriminatório”.
“Por que a Microsoft tomou esta medida exatamente agora?”, questionou o “Juventud Rebelde”.
“Sequer os porta-vozes da companhia deram uma resposta eficaz a isso, apesar de o Messenger estar ativo desde 1999, e, portanto, desde seu início até a semana passada esteve ‘violando’ o bloqueio”, acrescentou.
O bloqueio do Messenger afeta países como Cuba, Irã, Coreia do Norte, Síria e Sudão, contra os quais os Estados Unidos aplicam restrições comerciais.
Segundo o “Juventud Rebelde”, “a lista de programas bloqueados (para Cuba) aumenta com alguns tão famosos como Microsoft Office, Adobe Photoshop, ACDSee, Internet Explorer, WriteExpress, Borland; ou softwares como Norton Antivírus, Panda Antivírus, Mcafee ou AVP, entre outros”.
“Serviços acessórios oferecidos pelo buscador, como Google Earth, Google Desktop Search, Google Code ou Google Toolbar, também não estão disponíveis para os cubanos”, acusou.
Muito estranho essa posição da Microsoft e principalmente da Google, pois ela esta em um embate com a China, pedindo uma liberação e abertura, agora fico sabendo que a mesma não pode ser usada em Cuba. Será que “ordens” de Washington não podem ser desrespeitadas e de outros países podem? Será que a Guerra Fria ainda não acabou?
Os 16 países que usam o euro como moeda aprovaram, nesta quinta-feira, em Bruxelas, o plano franco-germânico para ajudar financeiramente a Grécia, que prevê empréstimos bilaterais e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O plano foi anunciado após um encontro entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, que antecedeu a cúpula da União Europeia.
Pelo acordo, a ajuda só será concedida à Grécia se o país não conseguir captar o dinheiro em empréstimos por outros canais, no mercado financeiro.
Após o anúncio do apoio dos outros países da zona do euro, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, classificou o plano de resgate como “muito satisfatório”.
Segundo o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, o acordo é significativo “não apenas para a Grécia, mas para a estabilidade da zona do euro”.
O déficit público da Grécia, de 12,7% do PIB, é mais de quatro vezes maior do que o permitido pelas regras impostas aos 16 países da União Europeia que adotam o euro.
Até antes do anúncio, a Alemanha vinha resistindo publicamente à pressão de outros países europeus para concordar com um pacote de ajuda aos gregos.
via:BBC BRASIL
Muito tem se falado sobre a retaliação Brasil aos EUA. Então vamos tentar sintetizar o máximo possível esse assunto para você caro leitor.
Os produtos importados dos EUA vão sofrer pesados aumentos de preços para o consumidor brasileiro em função da elevação das tarifas que o Brasil acaba de impor aos EUA para a entrada de seus produtos em nosso país. Em média, os produtos norte-americanos vão subir 40 a 50%, já que o produtor americano terá que desembolsar mais dinheiro em impostos para colocar seu produto em nosso mercado.
A retaliação é uma espécie de “troco” do Brasil aos Estados Unidos e foi autorizada no ano passado pela OMC (Organização Mundial de Comércio), organização internacional que trata das regras sobre o comércio entre as nações.
Os EUA foram acusados de concorrência desleal no mercado mundial de algodão por subsidar seus produtores que assim podiam oferecer preços inferiores aos praticados no mercado. O Brasil reclamou junto à OMC e teve ganho de causa, sendo autorizado a praticar a retaliação.
O que pode ocorrer agora é a dimuição da procura dos brasileiros pelos importados, com a consequente queda na exportação americana. Mas mesmo com a autorização da OMS, o governo brasileiro tenta chegar a um acordo “amigável” com os EUA.

Clayton, O Povo
A economia brasileira fechou o ano de 2009 com uma queda de 0,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008, a expansão da economia brasileira ficara em 5,1%.
A queda no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi a primeira desde 1992, quando a variação foi de -0,5%. O IBGE, no entanto, alterou a metodologia de cálculo do PIB em 1996, o que distorce a comparação.
No ano passado, o PIB brasileiro somou R$ 3,143 trilhões em valores correntes. Já o PIB per capita (renda por habitante) teve queda de 1,2% em volume, para R$ 16.414, resultado também do crescimento de 0,9% da população.
O dado de 2009, no entanto, não é tão ruim quanto parece. Com a crise global afetando o desempenho de quase todos os países, na média mundial, o PIB registrou queda de 0,8% no ano passado. Grandes economias, como Estados Unidos e Europa, viram seus resultados sofrerem forte contração em 2009. A maior economia do mundo ficou 2,4% menor. Na zona do euro, o recuo foi de 4,1%.

Entre os países emergentes, o desempenho do Brasil ficou atrás da China e da Índia, cujas expansões alcançaram 8,7% e 6,5%, respectivamente, mas bem à frente da Rússia - o PIB do país teve queda de 7,9% no ano passado. Na média dos últimos anos, o Brasil vem registrando resultado melhor do que a média mundial.
via: G1

A recente capa da famosa revista alemã Focus tem esquentado os ânimos na Europa, e esta dando o que falar em todo o mundo. Dessa vez não foi por nenhuma foto sensacional, senciacionalismo barato ou manchete espetacular na capa, e sim por uma montagem eletrônica. A vítima dessa montagem é a famosa escultura Vênus de Milo, estátua encontrada no século 19 na ilha grega de Milos e hoje exposta no Museu do Louve, em Paris. O monumento que não tem mais os braços, e é um dos maiores símbolos da arte grega, aparece mostrando o dedo médio aos leitores acompanhada da manchete: “Traidores na família do euro: a Grécia está matando a nossa moeda. E Portugal, Espanha e Itália”. O motivo de tanto alarde é a situação crítica da economia na zona do euro.
Nos últimos meses a Grécia entrou no noticiário mundial. O país não conseguiu reduzir seu déficit que hoje gira na casa dos 12% e não vai resolver seus problemas sozinhos. Uma ajuda econômica aos gregos é inevitável e a missão cabe aos alemães e franceses, países mais ricos da zona do euro. O provável resgate a Grécia irrita a Alemanha, que ainda se recupera da crise econômica mundial. Além dos gregos, que estão no olho do furacão, outros países que utilizam o euro são criticados por especialistas econômicos. Eles formam o PIGGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha), que em inglês significa porcos, uma gíria ofensiva aos cinco países que integram a periferia da zona do euro e enfrentam problemas econômicos e sociais, como estagnação da economia, rombos no orçamento e alto índice de desemprego.
A capa da publicação alemã especializada em negócios foi reprovada em toda a Europa. Diplomatas de países do continente criticaram a revista e a acusaram de preconceito. A capa revoltou os gregos e rendeu uma reunião no Ministério das Relações Exteriores de Atenas. Nos últimos dias a imprensa alemã apertou suas críticas aos gregos, a quem acusam de serem os responsáveis pela crise da moeda no continente.
Fica mais uma polêmica no ar – A impressa pode emitir opinião de forma crítica e dura ou deve limita-se apenas a informar o leitor?
Via: Folha de S. Paulo

Mais um carro movido a hidrogênio. Esta é a nova proposta da Honda* que desenvolveu um centro de pesquisa em Los Angeles só para energia solar de hidrogênio. O local é destinado ao reabastecimento de veículos elétricos, entre eles o FCX Clarity.
Em uma única estação e capaz de caber na garagem dos consumidores, o sistema demora oito horas durante a noite para abastecer o carro. De acordo com a montadora, meio quilo de hidrogênio é suficiente para o deslocamento diário de um veículo elétrico.
Projetada para ser utilizada no dia a dia, a unidade permite ao usuário levantar e mover a mangueira de combustível sem a necessidade de enrolá-la. Além disso, por utilizar a energia solar e transformá-la em hidrogênio, não há a necessidade de armazenar este gás, reduzindo assim as emissões de CO2 na atmosfera.
Desenvolvida para suportar as necessidades dos futuros proprietários de veículos elétricos, a estação solar também foi projetada para complementar a rede pública de postos de hidrogênio. Veja mais detalhes no vídeo:
A China anunciou nesta quinta-feira um crescimento econômico de 8,7% em 2009, superando até mesmo as estimativas mais otimistas feitas pelo governo local e colocando o país no caminho para assumir o posto de segunda economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
O ritmo de crescimento da economia chinesa se acelerou no último trimestre do ano, com uma variação de 10,7% em relação ao último trimestre de 2008.
A economia chinesa havia sido fortemente afetada pela crise econômica mundial no final de 2008 e no início de 2009, com uma queda acentuada na demanda internacional pelos produtos de exportação chineses.
Mas o país conseguiu reverter a tendência de queda graças a um grande pacote de estímulo do governo, que apostou em obras de infraestrutura e no crescimento do mercado interno para manter as fortes taxas de crescimento econômico.
Em 2008, a economia chinesa havia crescido 9,6%, depois de crescer 13% em 2007.
Com o resultado do ano passado, o PIB chinês, de 33,5 trilhões de yuan, o equivalente a US$ 4,9 trilhões, o mesmo PIB do Japão em 2008. O Japão deve anunciar seus dados apenas no mês que vem, mas espera-se uma contração de até 6% na economia japonesa em 2009.
O economista norte-americano Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2008, disse que o Brasil teve um desempenho “formidável” durante a crise global, mas que o país continua a ser mais uma “esperança” do que uma certeza de crescimento.
“Todos conhecem a piada de que o Brasil é o país do futuro e sempre será. Ainda não vemos no Brasil o tipo de crescimento que encontramos na Ásia. Então, eu acredito que segue sendo uma esperança, e não uma perspectiva certa”, disse ontem, em palestra em Buenos Aires. As declarações foram publicadas hoje (28) no Jornal Folha de S.Paulo
Estudo divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) revela que o Brasil perdeu cinco posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). No relatório divulgado em novembro de 2008, o país estava em 70º lugar, com índice de 0,807. No levantamento divulgado nesta segunda, o índice de IDH no Brasil cresceu a 0,813, mas não evitou que o país descesse ao 75º lugar.
Embora as condições socioeconômicas no país tenham melhorado, o coordenador do Pnud, Flavio Comim, explica que o Brasil aparece em 75º por dois motivos.
O primeiro, responsável pela perda de duas posições, é a entrada de Listenstaine, Andorra e Afeganistão no ranking. Desconsiderando o Afeganistão, que aparece em penúltimo, perdendo apenas para Níger, Listenstaine e Andorra já apareceram à frente do Brasil no levantamento: em 19º e 28º lugar respectivamente. O bom desempenho no IDH está relacionado, entre outros fatores, à diferença populacional. O Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, enquanto a população dos dois países gira entre 30 e 75 mil habitantes - semelhante à cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
O segundo motivo é a atualização dos índices divulgados em 2008. Segundo o Pnud, todos os anos, depois de divulgar o ranking do IDH, os técnicos do Pnud fazem a atualização dos dados. Com isso, três países que apareciam atrás do Brasil acabaram beneficiados pela consolidação dos índices. A Rússia aparecia em 73º e foi para 71º. Dominica estava em 77º e agora aparece em 73º lugar e Granada saiu de 86º para a 74ª colocação.
Além do ingresso de novos países que elevou a lista do IDH de 179 para 182 nações, outra novidade apresentada nesta edição é a criação de uma nova categoria para países de IDH muito elevado. Ela agrega nações com índice superior a 0,9.


O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia global irá sofrer contração de 1,3% e que a situação atual representa “de longe a mais profunda recessão desde a Grande Depressão”, de 1929.
A conclusão consta do relatório Global Economic Outlook (Perspectiva Econômica Global), divulgado nesta quarta-feira pelo FMI.
A Grande Depressão foi a maior crise financeira global da história e, assim como a crise atual, teve início nos Estados Unidos. Mas seus efeitos, que em algumas nações se prolongaram por mais de uma década, foram bem mais intensos que o da atual turbulência.
A crise de então, que começou após um súbito crash de Wall Street, em 1929, chegou a provocar uma queda de 30% do PIB americano e um desemprego de 25% nos Estados Unidos. O índice atual de americanos desempregados é de 8,5%.
A estimativa atual do FMI é bem pior do que a projeção feita em janeiro pelo fundo, de que a economia mundial cresceria, ainda que a uma taxa ínfima, de 0,5%.
A previsão de crescimento dos países ricos é ainda pior. A estimativa para este ano é de - 3,8% e a avaliação do órgão é que em 2010 as nações mais desenvolvidas não terão qualquer crescimento.
Os Estados Unidos, onde a atual crise financeira teve origem, deverá encolher a um índice de 2,8%, de acordo com o fundo, e não apresentará qualquer crescimento no ano que vem.
Outras grandes economias também deverão sofrer retração, como a Alemanha (5,6%), Japão (6,2%), Itália (4,4%) e a Grã-Bretanha (4,1%).
O fundo estima ainda que as perdas representadas pela crise de crédito poderão alcançar um total de US$ 4 trilhões e que bancos em diferentes países deverão necessitar de uma quantia adicional de US$ 1,7 trilhão.
As perspectivas para o comércio mundial também são sombrias. O FMI prevê um declínio comercial geral de 11% para este ano.
Para o México, por exemplo, o FMI prevê que a economia vai encolher a um índice de 3,7%. O Brasil, segundo o FMI, sofrerá retração de 1,3%.
Uma manifestação que reuniu dezenas de milhares de pessoas em Londres inaugurou o “circo” de protestos que a cidade espera ver armado para o encontro do G20, que terá lugar na capital britânica na próxima quinta-feira.
Cerca de 35 mil pessoas, na estimativa da polícia, caminharam mais de 6 quilômetros para pedir que os líderes dos 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento que integram o grupo priorizem as preocupações do cidadão comum ao discutir as saídas para a crise global.
Mais de 150 organizações sindicais, ambientalistas, anti-guerra, de combate à pobreza e atuantes nos mais variados aspectos sociais engrossaram a marcha batizada de “Put People First” (Coloquem as Pessoas em Primeiro Lugar, em tradução livre).
Os manifestantes pedem criação de empregos, justiça social (ou melhor distribuição de riqueza) e medidas contra o aquecimento global (por acreditarem que o atual modelo econômico leva à destruição da natureza).
Segue abaixo um link que direciona ao site do BBC Brasil que faz uma análise de como cada país chega à reunião de cúpula do G20 (Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia, Grã-Bretanha, Estados Unidos, União Européia) em Londres, marcada para abril.

Aroeira, Jornal do Sul
O presidente Lula esteve reunido com Obama nos EUA. Alguns temas foram pauta do primeiro encontro entre os presidentes, porém o principal é claro, a crise mundial.
Segue um resumo do bate papo entre Lula e Obama.
CRISE MUNDIAL
“É difícil fecharmos uma série de acordos comerciais em meio a uma crise, ainda que estejamos comprometidos em contornar as nossas diferenças em relação à Rodada de Doha e outros temas”, disse Obama.
Lula concordou que a turbulência tornou mais remotas as possibilidades de um desenlace positivo para a rodada comercial.
“Acho que em meio à crise econômica, é mais difícil a gente concluir o acordo, mas acho que a conclusão do acordo pode ser um dos componentes para aliviar a crise nos países pobres.”
O presidente acrescentou que “essa crise é muito delicada, mas ao mesmo tempo é uma oportunidade extraordinária para que possamos provar a quem nos elegeu que somos capazes de lidar com os problemas grandes”.
PROTECIONISMO
De acordo com Obama, propostas para coibir medidas supostamente protecionistas por parte de americanos e brasileiros serão discutidas nas próximas reuniões entre o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Segundo o líder dos Estados Unidos, ”é muito importante que todos os países reconheçam que existe uma tendência natural, em épocas de dificuldades econômicas de se voltar para dentro”, mas ele acrescentou que o objetivo de todos não deveria ser o de ”ao menos não regressarmos no tempo”.
O presidente americano se defendeu das críticas em relação à cláusula ”Buy American”, do seu plano de estímulo econômico.
ETANOL
Obama reconheceu “que o tema do etanol que entra nos Estados Unidos tem sido um tema de tensão entre os dois países”. O biocombustível brasileiro exportado para o mercado americano enfrenta uma sobretaxa de US$ 0,54.
Mas o presidente dos Estados Unidos afirmou que a barreira enfrentada pela versão brasileira do biocombustível “não será algo que vai mudar da noite para o dia”.
Lula ainda aproveitou a oportunidade para brincar com o colega. “E quando o presidente Obama for ao Brasil, eu vou pedir para ele andar num carro flex, e ele vai perceber a tranquilidade.”
Com a atual crise mundial, não é o momento de repensarmos esse sistema capitalista vigente? Pense nisso. Boa Semana!

Elvis, Correio Amazonense
A crise econômica global pode elevar a economia brasileira da décima para a oitava posição no ranking das maiores economias do mundo, segundo um estudo divulgado nesta semana pela consultoria britânica CEBR (Centro para Pesquisas Econômicas e de Negócios).
De acordo com o estudo, que faz previsões sobre o comportamento das principais economias do mundo neste e no próximo ano, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil ultrapassaria os PIBs de Espanha e Canadá, dois países fortemente atingidos pela crise.
O CEBR prevê uma queda ligeira do PIB brasileiro entre 2008 e 2009 em dólares (de US$ 1,7 trilhão para US$ 1,6 trilhão), mas ainda assim bem menor do que a maioria das principais economias globais.
Nas últimas semanas, dados sobre a economia brasileira fizeram com que analistas revisassem para baixo suas projeções de crescimento para o Brasil, especialmente para o último trimestre de 2008 e o primeiro de 2009.
Mesmo assim, segundo economistas, o Brasil deverá crescer acima da média mundial e está menos exposto à crise do que em ocasiões anteriores.
O estudo britânico prevê ainda uma queda acentuada da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias globais, da quinta para a sétima posição, e do Canadá, que passaria da nona para a 13ª posição.
Além do Brasil, a Índia também ganharia duas posições no ranking entre 2007 e 2009, tornando-se a décima maior economia mundial em termos absolutos.
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O presidente do Federal Reserve em Nova York, Timothy Geithner, deve ser escolhido pelo presidente Barack Obama como o novo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, segundo diversas agências de notícias e redes de TV americanas. Se for confirmado no cargo, Geithner enfrentará pressões tão intensas quanto Obama para conter a crise que se alastra pelo país.
Veja, a seguir, os sete principais desafios econômicos de Obama e seu secretário.
1. RECESSÃO ECONÔMICA
Reverter o encolhimento da economia americana é o principal desafio do novo governo. No terceiro trimestre deste ano, os EUA apresentaram uma retração de 0,3%, contrastando com a alta de 2,8% entre abril e junho.
2. DESEMPREGO EM ALTA
Um dos efeitos mais visíveis da recessão é o aumento do desemprego. Em outubro, o país fechou 240.000 vagas. Foi o décimo mês consecutivo de retração do mercado de trabalho americano. No acumulado do ano, 1,2 milhão de postos foram eliminados. A taxa de desemprego, no mês passado, subiu para 6,5%.
3. REDUÇÃO DA CAPACIDADE DAS FAMÍLIAS E DAS EMPRESAS DE TOMAR CRÉDITO
4. CORTE DE IMPOSTOS
5. AUSTERIDADE FISCAL
Um dos grandes nós do próximo governo será equilibrar o aumento de gastos e a renúncia fiscal necessários para estimular a economia e a necessidade de conter o rombo nas contas públicas. O orçamento de 2008 encerrou seu ano fiscal em setembro com um déficit recorde de 455 bilhões de dólares. O próximo orçamento, que vigora entre outubro deste ano e setembro de 2009, pode terminar com um rombo bem maior: 1 trilhão de dólares, segundo os analistas.
6. DÉFICIT COMERCIAL
O rombo nas contas públicas americanas não vem apenas da gastança promovida pelo governo Bush. O país também é deficitário na balança comercial. Até agosto (últimos dados disponíveis), o rombo nessa conta era de 478 bilhões de dólares, ante 471 bilhões no mesmo período de 2007.
7. NOVAS FONTES ENERGÉTICAS
Obama aposta no desenvolvimento de fontes alternativas de energia, como os combustíveis limpos, e enxerga nesse setor uma aposta promissora de novos empregos e menos dependência do petróleo.

Uma centena de manifestantes realizou neste sábado (15) um “cortejo fúnebre” em Washington, nos Estados Unidos, para declarar “morto” o capitalismo e pedir que a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) estimule a criação de empregos e melhore a cobertura do sistema de saúde.
Acompanhados de vários músicos, os manifestantes denunciaram hoje o que consideram como o “grande prejuízo” do sistema capitalista, que permite a “avareza corporativa” em detrimento dos países pobres.
“Um funeral para o capitalismo. Finalmente morreu!”, dizia um cartaz, adornado com duas caveiras nos dois lados.
“O capitalismo está sendo salvo para quem? Para os ricos e poderosos”, dizia outro cartaz.
Alguns manifestantes gritavam palavras de ordem ou carregavam cartazes com mensagens como “Necessidade humana, não a avareza corporativa”, “Resistência contra o império americano” e “Parem a avareza corporativa, Trabalhos com Justiça!”.
O “desfile fúnebre”, liderado por duas mulheres com o emblemático chapéu do Tio Sam, partiu de um parque próximo à sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seguiu por seis quadras até uma igreja luterana, onde realizarão um “fórum popular”.
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Tiago, Gazeta do Povo
Os ministros de finanças e presidentes de bancos centrais reunidos no encontro do G20, realizado neste final de semana em São Paulo, defenderam, ao fim do encontro, a profunda reforma e o fortalecimento do papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial na atual crise financeira.
No documento de encerramento do encontro, os representantes financeiros pediram maior representação dos países emergentes nesses organismos multilaterais.
“O FMI, o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais têm um papel importante a representar, consistente com seus mandatos, de ajudar a estabilizar e fortalecer o sistema financeiro mundial, avançar na cooperação internacional para o desenvolvimento e auxiliar os países afetados pela crise”, diz o documento.
Os presentes ressaltaram que as regras e normas definidas em Bretton Woods (tratado que regulamenta o sistema financeiro internacional desde 1944) precisam de uma “reforma profunda”, que reflita mais adequadamente os pesos da economia mundial e que seja mais responsivo a futuros desafios.
“Os países emergentes e em desenvolvimento deveriam ter mais voz e representação nesses organismos”, diz o documento.
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Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos naturais dos quais o homem depende para manter seu padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto – e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado na semana passada pela ONG World Wildlife Fund dá a dimensão de como a exploração dos recursos da Terra saiu do controle e das conseqüências que isso pode ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. A conta da ONG foi feita da seguinte forma. Primeiro, estimou-se a quantidade de terra, água e ar necessária para produzir os bens e serviços utilizados pelas populações e para absorver o lixo que elas geram durante um ano. A seguir, esses valores foram transformados em hectares e o resultado dividido pelo número de habitantes do planeta. Chegou-se à conclusão de que cada habitante usa 2,7 hectares do planeta por ano. No caso o brasileiro utiliza 2,4 hectares. A exploração abusiva do planeta já tem conseqüências visíveis. A cada ano, uma área de floresta equivalente a duas vezes o território da Holanda desaparece. Metade dos rios do mundo está contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial.
ÁGUA DOCE
Apenas 1% de toda a água do planeta é apropriada para beber ou ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e montanhas. Hoje, a humanidade utiliza metade das fontes de água doce do planeta. Em quarenta anos, utilizará 80%. A situação fica mais grave quando se considera que 50% dos rios do mundo estão poluídos
TERRAS CULTIVÁVEIS
O planeta é formado por 15 bilhões de hectares de terras, mas só 12% delas servem para o cultivo. As demais correspondem a cidades, pastos, desertos, zonas montanhosas e geleiras. Nas últimas três décadas, o total de terras atingidas por secas severas dobrou por causa do aquecimento global. Na China, todos os anos uma área equivalente à metade de Sergipe se transforma em deserto
ATMOSFERA
Desde 1961, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) despejada pela humanidade na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis cresceu dez vezes. Essa descarga poluente provoca o aquecimento do planeta, o que causa secas, inundações, acidificação dos oceanos e extinção de espécies
Via: Revista Veja

Duke, O Tempo
Segue um artigo publicado pela Revista Le Monde Diplomatique. Tentei resumir o assunto, porém ainda ficou extenso, mas vale apena caro leitor viajar pelas linhas que se segue.
Depois de quase duas décadas de um debate interminável sobre os contornos do mundo pós-Guerra Fria - hegemonia norte-americana ou multipolaridade -, intelectuais de peso do país decidiram que a era em que vivemos já tem um nome definido: o mundo pós-americano.
Na última edição da Foreign Affairs, a mais importante e mais lida revista de política internacional do mundo, o artigo-destaque é o de Fareed Zakaria, editor da Newsweek Internacional e autor do mais comentado livro do momento, The post-american world (W.W. Norton, 2008). Zakaria aborda o tema que pode ser resumido da seguinte forma: a ascensão de poderes como Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC’s,) no cenário internacional irá, necessariamente, abalar a político-econômica norte-americana. Contudo, afirma o autor, isso não deve ser motivo para preocupações exageradas em Washington. O país ainda tem condições de manter os newcomers sob sua liderança por meio de políticas de engajamento nas instituições criadas no pós-guerra, como a ONU e a OMC (antigo GATT). Elas foram responsáveis pela estabilidade política e econômica que o mundo assistiu nas últimas décadas e que possibilitou a ascensão de novas potências emergentes.
O mundo pós-americano de Zakaria é o mesmo mundo “não-polar” de Richard Haass, autor do segundo artigo de capa da última Foreign Affairs. Para ambos, o presente momento histórico não assiste ao declínio norte-americano, mas a ascensão do “resto” – sim, esse é o termo usado por Zakaria, “the rest”. Haass vai mais longe ao afirmar que a característica que define o século 21 é a não-polaridade, ou seja, o mundo dominado não por um (unipolaridade), dois (bipolaridade) ou vários Estados (multipolaridade), mas por diversos atores, estatais e não-estatais, exercendo vários tipos de poder.
Ascenção tupi: parte dos BRIC’s, o Brasil ocupa lugar importante na economia mundial e consolida sua pontencialidade.
Em setembro de 2006, a revista The Economist publicou uma reportagem especial, intitulada The new titans: a survey of the world economy, segundo a qual o G-6 (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália) já não era mais a locomotiva da economia mundial, pois os novos carros-chefe da economia global seriam os BRIC’s – Brasil, Rússia, Índia e China. “BRIC’s” é o acrônimo cunhado pelo grupo Goldman Sachs para designar os quatro principais países emergentes do globo.
A inclusão do Brasil na seleta lista dos “grandes emergentes” tem fundamento. Em um relatório apresentado pelo periódico Asian Perspective, em 2007, sob o título Brazil: to be or not to be a BRIC?, Paulo Sotero e Leslie Elliott Armijo apresentam algumas das potencialidades brasileiras: 1) o Brasil é um poder “ocidental”, cujo alinhamento com os valores ocidentais não geram dúvidas ou temores; 2) temos um perfil de liderança pelo exemplo e pelo respeito, já que não possuímos capacidade militar ofensiva relevante; 3) somos uma potência ambiental que possui enormes recursos naturais e grande possibilidade de desenvolvimento agrícola; 4) temos uma política externa universal e com influência nos fóruns internacionais – vide G-20; 5) não enfrentamos problemas religiosos e/ou de minorias étnicas e conflitos separatistas (como a Rússia / chechenos, China / Tibet e Xinjiang e Índia / Caxemira); e, por fim, 6) o regime democrático brasileiro está consolidado.
Claro que também temos as nossas fraquezas – absurda concentração de renda, educação de péssima qualidade e força militar risível.

Segue para você caro leitor um resumo das principais crises que abalaram o mundo.
CRISE DE 1873
Primeira grande crise capitalista, também chamada de ‘Longa Depressão’, durou ate 1896
ORIGEM
Uma das principais causas da crise veio da indústria ferroviária, que vinha crescendo em ritmo acelerado. Com a consolidação da rede de ferrovias nos países industrializados, o setor ‘quebrou’, derrubando preços e lucros.
EFEITOS
A Inglaterra é considerada o país mais afetado pela crise. As exportações caíram 23%, e o número de falências disparou. Nos EUA, a instituição bancária Jay Cooke quebrou, levando a Bolsa de Valores de Nova York a fechar as porta por dez dias. O desemprego saltou a 14%. Das 364 ferrovias do país, 89 foram a falência. França, Alemanha e Itália também foram afetadas.
CONSEQÜÊNCIAS
Foi o surgimento de um capitalismo monopolista, com a tentativa de controle da concorrência, formação de monopólios e cartéis.
CRISE DE 1929
Também chamada de ‘Grande Depressão’, foi a maior crise econômica da história recente.
ORIGEM
Uma das explicações mais comuns aponta a forte especulação em um mercado sem regulamentação como uma das principais causas. O dia 24 de outubro de 1929 (“Quinta-Feira Negra”), data da quebra da bolsa de Nova York, é apontado como inicio da crise, embora a economia dos EUA já viesse dando sinais de desaceleração.
CONSEQÜÊNCIAS
A saída veio atrás do ‘New Deal’, aumentando os gastos públicos para conter a crise. No Brasil, os efeitos foram contidos pela compra, por parte do governo, da produção de café, impedindo um aprofundamento da baixa dos preços. O resultado foi a criação de um Estado mais intervencionistas, com maior presença na economia.
CHOQUE DO PETRÓLEO
Em dois momentos diferentes – 1973 e 1979, os preços do petróleo dispararam, atingindo quase todas as economias do mundo.
ORIGEM
O primeiro choque ocorreu quando países produtores suspenderam exportações aos aliados de Israel na guerra do Yom Kippur – EUA, Europa e Japão. Em um ano, o preço do barril quadruplicou para US$ 12. Em 1979, a revolução islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini tira o xá Reza Pahlevi do governo do Ira. Os protestos desorganizaram toda a produção petrolífera do país, levando o preço do barril a subir 250% nos EUA.
CONSEQÜÊNCIAS
Os paises passaram a buscar formas alternativas de energia – o que no Brasil culminou na criaçao do Proálcool. No Japão, a economia voltou-se a industrias menos dependentes do petróleo, incentivando o setor eletrônico.
ESTOURO DA BOLHA DA INTERNET
Crescendo rapidamente desde 1995, as empresas de internet viram o fim abrupto dessa trajetória em março de 2000.
ORIGEM
O crescimento do setor e a especulação levaram as ações das empresas ‘pontocom’a altas espetaculares e muitas atingiram um valor de mercado bem superior ao real. Segundo economistas, balanços maquiados e gastos para prevenir o ‘bug do milênio’ também ajudaram a impulsionar o estouro da bolha. Em cinco dias, a Nasdaq, bolsa de tecnologia dos EUA, caiu 10%.
CONSEQÜÊNCIAS
O estouro da bolha forçou a revisão de regulamentações do mercado e a reorganização das empresas.
Caros amigos seguem 03 (três) charges que retratam de forma humorada a atual situação dos EUA.

Cleyton, O Povo (CE)

Myrria. A Crítica

Novaes, Gazeta Mercantil

Pádua, O Estado de Goiás
Estiveram reunidos na quarta-feira (17) os presidentes do Brasil – Luiz Inácio Lula da Silva e o recém eleito presidente do Paraguai – Fernando Lugo.
Os dois presidentes falaram sobre questões comerciais, investimentos e cooperação em áreas sociais. Porém o principal assunto foi a energia produzida pela usina binacional de Itaipu.
Ao final da reunião, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que as negociações sobre Itaipu serão “estritamente técnicas” e que os dois países precisam chegar a um denominador comum sobre os preços da energia. Os paraguaios dizem que recebem do Brasil pela energia excedente cerca de US$ 2,50 por MW/h. O Brasil alega pagar mais de US$ 45.
Entre as reivindicações do Paraguai, está a melhor remuneração pela energia produzida em Itaipu, a possibilidade de vender a energia que o país não consome para outras nações que não o Brasil, o que é proibido pelo atual tratado de Itaipu, e mudanças no compartilhamento de cargos na administração da binacional.
Saiba mais sobre a história da binacional Itaipu. CLIQUE AQUI.

M. Aurélio, Zero Hora
A crise que afeta o mercado financeiro nos Estados Unidos e arrasta os negócios no mundo todo tem o foco na saúde do sistema bancário norte-americano. A origem do problema são as hipotecas. Com o baixo juro nos EUA - praticados entre 2001 e meados de 2004 - e as boas condições de financiamento, muitas pessoas compraram imóveis e se endividaram
Mas o juro subiu, a economia desaqueceu e a inadimplência aumentou. Os bancos que emprestaram dinheiro começam a mostrar o rombo. Além disso, o preço dos imóveis caiu. Pagando uma prestação mais alta e com o valor do bem menor, os norte-americanos reduziram o consumo. Isso deve influenciar de forma negativa as economias no mundo todo.
O Brasil está em condições melhores, com alto volume de reservas. Porém, a crise pode ter impacto na economia brasileira porque, com a desorganização das finanças das famílias e com a redução do crédito disponível nos EUA, pode haver redução no consumo e conseqüente recessão no país. Isso pode fazer com que os EUA comprem menos produtos do Brasil. Além disso, a menor liquidez no mercado global pode fazer com que os investidores prefiram investir em papéis de menor risco, como os do Tesouro dos EUA, tirando dinheiro de mercados emergentes como o brasileiro.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta terça-feira o pagamento total da dívida do país com o Clube de Paris, no valor de US$ 6,7 bilhões – dinheiro das reservas do Banco Central.
“Quero anunciar o pagamento da nossa dívida com o Clube de Paris”, disse Cristina, sob aplausos. “Uma dívida que começou pelo menos em 1983, quando nasceu nossa democracia.”
O anúncio foi feito em uma cerimônia pelo Dia da Indústria, na Casa Rosada, e surpreendeu empresários e políticos presentes no encontro, além de economistas e formadores de opinião do país. O pagamento da dívida estava suspenso desde 2001.
A decisão da presidente ocorre em meio a um novo fantasma sobre a capacidade da Argentina de pagar suas dívidas.
Em seu discurso, Cristina lembrou que o país quitou a dívida que tinha com o FMI – medida adotada durante a gestão do seu marido, Néstor Kirchner (2003 a 2007).
“Não foram dívidas contraídas nas nossas gestões, mas que estamos pagando para facilitar o desenvolvimento do país”, disse a presidente.
Atualmente, o Banco Central tem reservas recordes de cerca de US$ 47 bilhões, que cairão para em torno de US$ 41 bilhões com o pagamento ao Clube de Paris.
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